Após a confirmação de um saldo positivo nas vendas de Natal, o varejo brasileiro acaba de receber outra boa notícia: após dois anos de resultados negativos, 2017 encerrou positivo para as vendas do setor. De acordo com o Indicador de Varejo Mastercard SpendingPulse, houve um crescimento de 1,2% nas vendas totais do varejo, excluindo automóveis e materiais de construção. Os indicadores, baseados nas atividades de vendas na rede de pagamentos Mastercard e estimativas para todas as outras formas de pagamento, foram recebidos com otimismo pelos varejistas, especialmente após os números desanimadores de 2015 e 2016, que fecharam com queda de 8,9% e 4,5%, respectivamente.

De acordo com o Mastercard SpendingPulse, o maior crescimento de vendas foi registrado no e-commerce, que encerrou 2017 com um aumento consolidado de 22,6%. Considerando o mês de dezembro, o volume de vendas totais registrou crescimento de 2,3% em relação ao mesmo período de 2016. Apesar de um crescimento mais tímido (1,2%), setores de supermercados, material de construção, farmacêuticos, móveis e eletrodomésticos, também fecharam o ano com saldo positivo.

O indicador mostrou também o desempenho do varejo em dezembro de acordo com as regiões brasileiras: as regiões Norte (3,7%), Sul (4,6%) e Sudeste (2,8%) tiveram desempenho acima da média, enquanto Nordeste (1,4%) e Centro Oeste (-0,5%) ficaram abaixo do registrado pelo varejo, quando comparados com dezembro de 2016.

“A partir do que SpendingPulse tem apresentado ao longo do ano, principalmente no segundo trimestre, quando pudemos observar uma queda da taxa de desemprego aliado a melhora no crescimento da massa salarial impactando positivamente o resultado das vendas do varejo, notamos um entendimento otimista para o mercado em 2018”, afirma César Fukushima, Economista-Chefe da Mastercard Advisors no Brasil em entrevista ao portal Mercado & Consumo.

Estimada alta de 3% para supermercados em 2018

Com o saldo positivo de 2017, a expectativa para 2018 é positiva para o varejo brasileiro. De acordo com a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), é esperado um aumento de 3% nas vendas de supermercados para este ano.

Apesar dos números terem ficado um pouco abaixo do esperado no último ano – era previsto um crescimento de 1,5% e o aumento real foi de 1,25%, consequência da deflação nos alimentos – a previsão de crescimento para 2018 é maior pois acredita-se que haverá maior estabilidade nos preços dos itens da cesta básica, além de uma certa elevação da demanda de algumas categorias, provocada pela melhora do cenário econômico brasileiro.

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Fonte: Mercado & Consumo e Valor Econômico